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G7 se compromete a acelerar transição de combustíveis fósseis

Os líderes do Grupo dos Sete (G7) se comprometerão a acelerar a transição dos combustíveis fósseis durante esta década, de acordo com esboço de uma declaração a ser divulgada no final da cúpula em andamento na Itália.

"Faremos a transição para o abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas de energia de forma justa, ordenada e equitativa, acelerando as ações nesta década crítica, para atingir o nível zero até 2050, de acordo com a melhor ciência disponível", diz o rascunho visto pela Reuters.

Outros compromissos sobre política climática no esboço incluem a promessa de "eliminar gradualmente a geração de energia a carvão existente em nossos sistemas de energia durante a primeira metade da década de 2030".

No comunicado final, os líderes do G7 não fizeram referência direta ao aborto, de acordo com o rascunho visto pela Reuters, com a Itália se recusando a ceder à pressão francesa para incluir a palavra.

A questão causou uma rusga diplomática entre os dois países, e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni acusou o presidente francês, Emmanuel Macron, de tentar marcar pontos políticos antes das eleições nacionais na França.

A declaração do G7 manteve os compromissos "com o acesso universal a serviços de saúde adequados, acessíveis e de qualidade para as mulheres", que os líderes assumiram na cúpula de Hiroshima, no Japão, no ano passado.

No entanto, removeu a referência específica no comunicado de 2023 sobre a importância do "acesso ao aborto seguro e legal e à assistência pós-aborto".

Roma - que detém a presidência rotativa do G7 - disse que não havia necessidade de repetir a linguagem porque eles haviam reiterado especificamente sua promessa de Hiroshima.

No entanto, diplomatas disseram que a França e o Canadá haviam tentado reforçar a linguagem sobre o direito ao aborto, mas não conseguiram passar pelos italianos.

"Você não tem a mesma sensibilidade em seu país", disse Macron a um repórter italiano na noite dessa quinta-feira. "A França tem uma visão de igualdade entre mulheres e homens, mas não é uma visão compartilhada por todo o espectro político."

Meloni, que é contra o aborto, respondeu que não havia motivo para gerar uma polêmica sobre o assunto.

"Acho que é profundamente errado, em tempos difíceis como estes, fazer campanha (para uma eleição) usando um fórum precioso como o G7", declarou Meloni aos repórteres.

(Reportagem de Angelo Amante)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

*Matéria atualizada às 9h18 de hoje (14/6)

 

Fonte: Agência Brasil

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