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Instagram alertará pais sobre buscas de jovens relacionadas a suicídio

O Instagram afirmou que notificará os pais caso seus filhos adolescentes pesquisem repetidamente termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto período de tempo.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (26) em meio à pressão para que governos sigam a proibição da Austrália quanto ao uso de redes sociais por menores de 16 anos.

O Reino Unido disse em janeiro que estava considerando restrições para proteger as crianças online, após a proibição na Austrália, que entrou em vigor em dezembro.

Nas últimas semanas, Espanha, Grécia e Eslovênia também disseram que estudam limitar o acesso a redes sociais, por adolescentes.

O Instagram, de propriedade da Meta, afirmou que começará a alertar aqueles pais que se inscreveram na configuração opcional de supervisão, caso seus filhos tentassem acessar conteúdo relacionado a suicídio ou automutilação.

"Esses alertas se baseiam em nosso trabalho para ajudar a proteger os adolescentes de conteúdo potencialmente prejudicial no Instagram", disse a plataforma, em um comunicado.

"Temos políticas rígidas contra conteúdo que promova ou glorifique o suicídio ou a automutilação."

De acordo com o Instagram, a política existente consiste em bloquear essas pesquisas e redirecionar essas pessoas para recursos de apoio.

O comunicado acrescenta que começará a enviar alertas, a partir da próxima semana, para aqueles que se inscreveram nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá.

Os governos em todo o mundo estão, cada vez mais, buscando proteger crianças contra danos online, especialmente após as preocupações com o chatbot de IA Grok, que gerou imagens sexualizadas não consensuais.

No Reino Unido, medidas destinadas a impedir o acesso de crianças a sites pornográficos tiveram implicações para a privacidade dos adultos e levaram a tensões com os EUA sobre os limites da liberdade de expressão e o alcance regulatório.

As "contas para adolescentes" do Instagram para menores de 16 anos precisam da permissão dos pais para alterar as configurações, enquanto os responsáveis podem selecionar uma camada extra de monitoramento com o consentimento de seus filhos adolescentes.

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Fonte: Agência Brasil

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