Israel determina retirada de grande parte do sul do Líbano
Israel determinou nesta quarta-feira (4) a retirada da população de uma faixa do sul do Líbano, incluindo a cidade de Tiro, instruindo os moradores a se deslocarem para o norte do Rio Litani. É o terceiro dia de hostilidades intensas com o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.
O Líbano emergiu como importante palco da guerra que assolou a região desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. O Hezbollah lançou drones e foguetes contra Israel na segunda-feira (2), provocando uma retaliação israelense que matou dezenas de pessoas.
Um dia depois de o ministro da Defesa de Israel ter dito que autorizou as Forças Armadas a avançar e assumir o controle de posições adicionais no Líbano, a agência de notícias estatal libanesa National News Agency informou que soldados israelenses entraram na cidade de Khiyam, a cerca de 5 quilômetros (km) da fronteira.
As Forças Armadas israelenses se recusaram a comentar sobre novos destacamentos específicos no Líbano.
Um porta-voz disse que as Forças Armadas estavam "posicionando tropas um pouco mais longe (no Líbano) do que antes, para evitar ataques contra as comunidades do norte (em Israel) devido à avaliação da situação no Líbano".
Israel mantém tropas em vários locais dentro do território libanês desde a guerra com o Hezbollah em 2024.
Embora Israel já tenha alertado os moradores para que deixem dezenas de aldeias no sul, a ordem de retirada desta quarta-feira foi a mais ampla até agora, cobrindo uma área entre a fronteira e o Rio Litani, que desagua no Mediterrâneo a cerca de 10 km ao norte de Tiro, uma cidade portuária histórica e uma das maiores do Líbano.
Os ataques israelenses mataram dezenas de pessoas no Líbano desde segunda-feira, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Milhares de moradores já deixaram suas casas.
Não houve relatos de mortes em Israel como resultado dos ataques do Hezbollah, um grupo muçulmano xiita libanês fundado pela Guarda Revolucionária Iraniana em 1982.
A guerra no Oriente Médio se espalhou para o Líbano na segunda-feira, quando o Hezbollah abriu fogo, dizendo que seu objetivo era vingar a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, no sábado, no ataque dos EUA e de Israel ao Irã.
*(Reportagem de Tala Ramadan, Jana Choukeir, Enas Alashray, Ahmed Tolba, Steven Scheer, Rami Ayyub e Maya Gebeily)
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Fonte: Agência Brasil
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