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Ebola avança em cidades e amplia surto na República do Congo

Red Cross workers wearing personal protective equipment (PPE) disinfect the house of an unidentified man who died of Ebola before retrieving his body, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, in Quartier Shuni 1, a residential sector in Mongbwalu, Djugu Territory of Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 24, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY

O surto de ebola na República Democrática do Congo registrou o maior número de casos confirmados para um primeiro mês entre todos os episódios de surto da doença. A  informação foi divulgada por Abdirahman Mahamud da Organização Mundial da Saúde (OMS), em coletiva nesta terça-feira (23) em Genebra, Suíça. 

O organismo internacional atribui o grande volume de casos ao rápido avanço da doença para áreas urbanas.

O surto da cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo, que infectou mais de 1 mil pessoas e causou 267 mortes, foi detectado tardiamente. Especialistas afirmam que o vírus já circulava há meses antes de ser declarado oficialmente o surto da doença em 15 de maio.

Abdirahman Mahamud, disse na coletiva que parte da razão para a magnitude do surto foi o fato de alguns dos primeiros casos confirmados terem ocorrido em centros urbanos, como Bunia e a cidade mineradora de Mongbwalu. Muitos surtos anteriores foram identificados inicialmente em áreas rurais e, muitas vezes, se extinguiram rapidamente.

“O importante é que precisamos ampliar nossa resposta, e este surto está se espalhando mais rápido do que nós”, disse a jornalistas, após retornar de Bunia.

O representante da OMS diz que observa sinais de esperança, e destaca um rápido aumento no número de leitos para tratamento do ebola -- que ultrapassou a marca dos 500 nas últimas duas semanas, Ele vê ainda indícios de que a resistência da comunidade e a hostilidade contra as equipes de combate à doença começam a diminuir.

“Cada vez mais comunidades estão cientes do risco do ebola e estão pedindo recursos para se apoiar e se proteger”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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